Opção de IBS e CBS no Simples Nacional: Por que o prazo de setembro definirá o caixa do seu negócio
O mês de setembro será o período mais crítico do ano para empresas do Simples Nacional. Entenda a importância da janela de votação e escolha do modelo de recolhimento dos novos impostos e os prejuízos de perder esse prazo.
Se você administra um negócio enquadrado no Simples Nacional, existe um período específico no seu calendário que deve ser tratado com prioridade máxima: de 01 a 30 de setembro.
Este mês não será apenas mais um período de fechamento de guias e pagamento de salários. Será a única janela oficial de oportunidade concedida pelo governo para que as micro e pequenas empresas escolham como vão se comportar perante as novas regras da Reforma Tributária no ano seguinte.
A decisão tomada em setembro terá caráter definitivo para todo o período fiscal subsequente. Tomar essa escolha sem embasamento técnico ou, pior, perder o prazo por falta de organização pode travar as atividades da sua empresa por 12 meses seguidos.
O que deve ser decidido entre 01 e 30 de setembro?
Durante este prazo, as empresas do Simples Nacional precisarão optar formalmente entre dois caminhos de recolhimento para os novos tributos (IBS e CBS):
- Recolhimento Unificado: Continuar pagando o IBS e a CBS englobados na mesma guia mensal de sempre (o DAS).
- Recolhimento pelo Regime Regular (Por Fora): Optar por recolher o IBS e a CBS pelo sistema de débito e crédito tradicional, mantendo apenas os demais tributos (como o imposto de renda e a folha) dentro do DAS.
O perigo de ficar no “automático”
O grande erro de muitos gestores é acreditar que o modelo unificado é sempre a melhor opção por ser mais simples operacionalmente.
Como explicamos, se o seu cliente final for outra empresa, o modelo unificado gera um crédito fiscal muito baixo para quem compra de você. Se você perder o prazo de setembro, o sistema da Receita Federal enquadrará sua empresa de forma automática no modelo simplificado padrão.
Se o seu mercado exigir o repasse de créditos cheios, sua empresa perderá competitividade de um dia para o outro e você passará o ano inteiro tentando entender por que seus clientes estão rompendo contratos.
Como se preparar antes que o prazo comece?
Chegar no dia 1º de setembro para começar a pensar no assunto é um erro estratégico grave. O planejamento preventivo precisa acontecer agora.
É preciso colocar na ponta do lápis uma simulação contábil completa. Mapear quem são seus principais clientes, qual o volume de compras que você faz de fornecedores que geram crédito e qual será o impacto exato na sua margem de lucro em cada um dos cenários.
A complexidade da legislação tributária brasileira gera ansiedade e insegurança em qualquer empreendedor. Mas a solução não é o isolamento ou a procrastinação. Contar com uma assessoria contábil próxima e especializada retira o peso das decisões no escuro e garante que o caixa da sua empresa entre no próximo ano totalmente protegido.
